Aprenda Alemão na Rua

Interessado em participar? Telefone (32) 9-8865-5253.

Resgatando o idioma alemão nas ruas
Inicialmente o casal de professores de alemão do Instituto Autobahn Christine e Alexandre Müller Hill Maestrini idealizaram um projeto para incentivar a população dos tradicionais bairros alemães de São Pedro, Borboleta e Mariano Procópio a resgatarem o idioma alemão de seus antepassados e isso somente passeando pelos comércios da cidade e aprendendo, em placas bilíngues, as descrições dos estabelecimentos em alemão e português.

Diário de um Imigrante
Diário de um Imigrante Alemão

Alexandre descreve em seu livro “Franz Hill” a história de seu tetravô germânico como das famílias Brandel, Fayer, Stiegert, Kunz, Lawall, Dilly, Gerheim, Kelmer, Hill, Peters e muitas outras que emigraram em massa da Europa em crise em 1858 para a cidade do Paraybuna, atual Juiz de Fora. Foram mais de 1.000 germânicos que trouxeram consigo muita cultura, idioma e tradições, até hoje preservadas no bairro em diversas construções.

História da cerveja

Desde 1958 dentro de algumas casas dos descendentes alemães ainda são produzidas algumas cervejas/Bier que Alexandre descreveu em seu livro “Cerveja, Alemães e Juiz de Fora“. Além de pães/Brot, as saladas de batata/Kartoffelsalat, os bolos/Kuchen, as salsichas/Wurst, o chucrute/Sauerkraut, dentre outras.

A ideia do projeto surgiu em um tour do casal pela Alemanha quando visitaram a cidade natal dos antepassados da família Hill em Wendelsheim. “Percebemos que Juiz de Fora tem um potencial turístico adormecido e que os descendentes perderam em parte o elo com a tradição do idioma alemão de seus antepassados,” analisa Alexandre.

Placas bilíngues em Domingos Martins ES

Mas a inspiração final se deu na cidade capixaba de Domingos Martins onde o casal visitou a cidade germânica e vendo a iniciativa da ACAES – Associação da Cultura Alemã do Espírito Santos, decidiu por desenvolver esse projeto social inovador no Instituto Autobahn – a instalação gratuita de placas bilíngues na germânica Juiz de Fora.

Desde a fundação do Instituto a alemã Christine já idealizava integrar o idioma alemão no dia a dia das pessoas e resgatar as raízes alemãs interativamente em um passeio turístico pelas principais avenidas do Bairro São Pedro. Em 2016, com a ideia madura, era hora de passar para a execução. Com o apoio do Consulado Honorário Alemão em Minas Gerais, o casal registrou o “Projeto Aprenda Alemão na Rua” no setor de Marcas e Patentes e o Instituto Autobahn recebeu o Certificado de Direito Autoral. O segundo passo foi, em longas caminhadas pelo bairro, catalogar os parceiros, traduzir os textos e produzir as placas. Em maio de 2016 o casal começou a afixar as placas nas entradas dos primeiros empreendimentos parceiros, com vídeo promocional e listados na página oficial do Instituto Autobahn.
Exemplos de parceria
O Projeto Aprenda Alemão na Rua já está presente em diversos pontos da Cidade Alta na Água de Côco da Preta como Treffpunkt/Ponto de Encontro, na Avenida Presidente Costa e Silva na Bäckerei/Padaria, na loja Nahrungsergänzungsmittel/Suplemento Alimentar, na Brauerei/Cervejaria, na Delikatessen/Empório, na Tierklinik/Clínica veterinária, no Metzgerei/Açougue, no Baumarkt/Material de construção, na Fahrradladen/Loja de Bicicletas, no Lebensmittelgeschäft/Mercado, na Blumenladen/Floricultura e os empresários não param de receber pedidos dos comerciantes para receberem suas placas e ajudar no resgate do idioma alemão. O Instituto Autobahn continua em busca de participantes com o objetivo de formar quatro corredores culturais de temática germânica. Na Avenida Senhor dos Passos com a casinha alemã/Das Haus, a Estação São Pedro, a cervejaria Barbante/Brauerei, as igrejas católica e luterana/Kirche. Na principal Avenida de São Pedro com os estabelecimentos comerciais. Nas ruas centrais do Bairro Borboleta em torno da igreja, onde acontece a tradicional Festa Alemã/Deutsches Fest e na Rua Bernardo Mascarenhas.
Potencial adormecido…
Alexandre reaviva a memória que Juiz de Fora é uma cidade com uma história riquíssima da imigração alemã e muitas outras nações e que outras cidades já valorizam suas raízes germânicas e investem nesse setor turístico. Nossa cidade poderia seguir os exemplos de Domingos Martins, Teófilo Otoni, Blumenau, Nova Friburgo e Petrópolis que atraem turistas identificados com as raízes alemãs, enfatiza. Na visão de Alexandre a cidade precisa criar uma Secretaria de Turismo – independente e pró-ativa – para poder explorar esse potencial adormecido, que além de turístico é econômico.
Como participar
O Projeto Aprenda Alemão na Rua está apenas começando mas já é um sucesso com diversos participantes e não para de crescer. A fundadora do Instituto Autobahn, a alemã Christine, lembra que todos os custos das confecções e instalações das placas são absorvidos pelo projeto, que é uma forma de ação social, e a participação no projeto está aberta inicialmente para todos os empresários dos bairros alemães de São Pedro e Borboleta.